A região entre Campo Mourão e Luiziana amanheceu mais triste nesta terça-feira (28). A notícia do falecimento do enfermeiro Pedro Adalto Pedroso da Mata, de 39 anos, em um grave acidente na PR-487, choca não apenas Araruna, onde ele residia, mas todos que dependem dessa rodovia. Pedro, um profissional que dedicava sua vida à saúde, trabalhando em Iretama, teve a sua interrompida ao retornar para casa.
O triste incidente, registrado na madrugada, envolveu sua motocicleta Honda/CG 150 Fan e um veículo VW/Gol. O motociclista morreu no local.
No entanto, o boletim da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) traz um detalhe que não pode ser ignorado e que, infelizmente, é o pano de fundo de inúmeras tragédias no trânsito: o condutor do Gol, que não se feriu, realizou o teste do etilômetro, que apontou 0,18 mg/L de álcool no ar alveolar. Embora o motorista do carro alegue que a motocicleta invadiu a contramão, o consumo de bebida alcoólica é um fator que introduz uma camada inaceitável de risco à condução.
O Limite da Irresponsabilidade
É crucial sublinhar: 0,18 mg/L no bafômetro é suficiente para confirmar a ingestão de álcool. Para a legislação de trânsito brasileira, dirigir sob efeito de qualquer quantidade de álcool é uma infração gravíssima. Não se trata de uma mera burocracia, mas sim de uma medida de segurança que visa salvar vidas.
O falecimento de um profissional de 39 anos, no exercício de seu retorno ao lar, precisa servir como um novo e doloroso alerta. Quantas vidas mais serão perdidas em nossas rodovias até que a combinação de álcool e direção seja tratada com a devida intolerância por todos?
O corpo de Pedro foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Campo Mourão, e o motorista foi levado à 16ª Subdivisão Policial para prestar esclarecimentos. Agora, cabe às autoridades e ao Ministério Público darem a devida atenção a esse fato para que a justiça seja feita e, principalmente, para que a impunidade não naturalize mais uma fatalidade.
Neste momento de dor, nossa solidariedade se estende à família e aos amigos do enfermeiro Pedro, que nos deixou tão prematuramente em um trágico epitáfio da irresponsabilidade no trânsito.
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